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A hepatite B é uma infeção viral que afeta o fígado e pode causar doença aguda e crónica. O vírus da hepatite B é transmitido através do contacto com sangue infetado ou outros fluidos corporais. As vias comuns de transmissão incluem a transmissão de mãe para filho durante o parto, através de contacto sexual desprotegido, partilha de agulhas ou outro equipamento de injeção de drogas e exposição a instrumentos médicos contaminados. Os profissionais de saúde também estão em risco através de lesões acidentais por picada de agulha. O vírus pode sobreviver fora do corpo durante pelo menos sete dias e ainda causar infeção durante este período.
Os testes laboratoriais desempenham um papel crucial no diagnóstico da infeção por hepatite B e na monitorização da progressão da doença. O teste de rastreio primário é o teste do antigénio de superfície da hepatite B, que deteta a presença do vírus na corrente sanguínea. Se este teste for positivo, são realizados testes adicionais para determinar se a infeção é aguda ou crónica. Estes incluem testes de anticorpos do núcleo da hepatite B, antigénio e da hepatite B e quantificação do ADN viral da hepatite B. Os testes de função hepática também são importantes para avaliar o funcionamento do fígado e se existe alguma lesão hepática. Estes testes medem os níveis de enzimas hepáticas, bilirrubina e proteínas produzidas pelo fígado.
Para pacientes com hepatite B crónica, a monitorização regular através de testes laboratoriais é essencial. O teste de carga viral mede a quantidade de vírus no sangue e ajuda os médicos a determinar se é necessário tratamento antiviral e se o tratamento está a funcionar eficazmente. Os testes de enzimas hepáticas são repetidos periodicamente para verificar inflamação e lesões. Em alguns casos, podem ser recomendados testes especializados adicionais, incluindo testes para coinfeção por hepatite D, que ocorre apenas em pessoas com hepatite B, e teste de alfa-fetoproteína para rastreio de cancro do fígado, uma vez que as pessoas com hepatite B crónica têm um risco aumentado de desenvolver esta condição.
A prevenção da hepatite B é possível através da vacinação, que é segura e eficaz. O teste é recomendado para pessoas com maior risco, incluindo aquelas nascidas em áreas onde a hepatite B é comum, pessoas com VIH, contactos domésticos de indivíduos infetados e pessoas que injetam drogas. A deteção precoce através de testes laboratoriais permite intervenção médica e monitorização atempadas, o que pode prevenir complicações hepáticas graves, como cirrose e cancro do fígado. Qualquer pessoa preocupada com possível exposição à hepatite B deve consultar o seu profissional de saúde sobre os testes apropriados.
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